As aulas que Paulo Renato preparava com tanto amor e dedicação e como sabemos que ele gostaria que fosse transmitida ao mundo, colocamos os trechos mais importantes e que podem ser úteis em situações de risco.
AULAS PROFERIDAS POR PAULO RENATO
"Gosto de ter a liberdade de ir e vir: andar na rua de cabeça erguida, ser cumprimentado e talvez, até admirado por meus amigos e familiares. Vestir com orgulho uma roupa nova adquirida com o meu suor, aspirar a compra de um carro, ter dinheiro no bolso e poder usufruir dele. Chegar a uma festa ou reunião de amigos e cumprimentar e ser cumprimentado por todos que gostam de mim, ter orgulho de ser quem sou."
Ao passo que existem algumas pessoas que não podem nem sonhar com tais alegrias, por viverem escondidas, com medo, sempre preocupadas de serem descobertas pelo que fizeram de errado. Dormindo sempre com a preocupação de que a qualquer momento podem vir a ser acordadas para prestar contas de seus erros, viver em sobressalto quando alguém, por qualquer outra razão, me olha mais detidamente, achando: - Será que me descobriram? Será que sabem o que eu fiz? Ter sempre um cartão de advogado de plantão.
Pois bem, nós que pertencemos ao segmento sadio da população, fazemos parte do primeiro anteparo da sociedade ao ataque perpetrado por parte do segmento corrompido da população, até porque estamos, em razão de nossas atividades, expostos às mazelas do dia a dia. Somos nós que primeiro constatamos o ataque à propriedade privada ou às instituições. Somos nós que acionamos o aparelho do Estado que irá reprimir tais ataques.
Desta forma integramos e somos o primeiro mecanismo da forma de resposta da sociedade a tais ataques, uma vez que como balconista de uma farmácia ou loja, como caixa de supermercado, somos a pessoa que primeiro ouve a célebre frase: "É um assalto, todo mundo para o chão ou de costas para a parede."
Sim, somos o primeiro anteparo da sociedade civil organizada a sofrer ataques dos expropriadores do patrimônio alheio.
Quem está ali quase sempre não é o empregador, ou melhor, quase sempre é o empregado e a ele é dirigida a ação criminosa em sua primeira sanha, que visa intimidar para obter o que vierem a procura, dinheiro ou valores.
Pois muito bem, o que fazer ante tais circunstâncias?
Como devemos nos conduzir em momento tão crucial e letal, sim por que se formos inconseqüentes e precipitados, poderemos colocar em perigo a integridade física, quando não a vida - nossa e dos circunstantes, razão pela qual teremos que buscar em nosso interior toda a tranqüilidade e equilíbrio que a situação exige.
Agindo com calma, movimentos suaves e visíveis evitaremos que o marginal se assuste ou pense que estamos iniciando um ato de ataque que justifique, para ele, o desencadeamento de atos e fatos que podem gerar uma fatalidade ou uma tragédia, razão pela qual necessitamos colocar em questão a atitude do marginal.
Devemos ter sempre em conta: primeiro, que o assaltante, quase em geral, faz uso de drogas para adquirir a coragem para tais atos. Em razão disso, que seus freios morais e sentimentais de compaixão e respeito ao próximo(se é que os possui), estão adormecidos pelo efeito das substâncias; em segundo lugar, por que muitas vezes o perpetrante das ações criminisas é jovem, imaturo e com mais medo do que nós, pois possuidores de estrutura cultural e psicológica fraca, se sente fraco e para compensar sua fraqueza não exitará em fazer uso da arma que aponta; em terceiro lugar, e muito mais forte, é a sana do marginal frustrado e sofrido de suas mazelas da vida, com que, teria adquirido uma personalidade esquisofrênica e maldosa muitas vezes, não tendo a mínima contemplação ou pena (quando não um grande prazer), em nos ferir".