Em maio de 2002 o Vereador Beto Moesch entrou com o projeto de lei, na Câmara Municipal de POA/RS para perenizar o nome de Paulo Renato, como herói.
PROJETO DE LEI
Denomina Praça Ten. Costa o logradouro cadastrado conhecido como Praça Bonita, no Bairro Petrópolis.
Art. 1º. Fica denominado Praça Ten. Costa o logradouro cadastrado conhecido atualmente como Praça Bonita, localizado no Bairro Petrópolis, entre as ruas Guaporé, Pirapó e Travessa Tupi Caldas nos termos da Lei Complementar n.º 320, de 02 de maio de 1994 e alterações posteriores.
Parágrafo Único - As placas denominativas conterão, abaixo do nome, os seguintes dizeres: HERÓICO TEN. CAVALARIANO
Art. 2º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
Paulo Renato da Costa Aquines nasceu em SANTANA DO LIVRAMENTO, no dia treze de outubro de mil novecentos e sessenta e cinco, filho de Rafael Aquines Cuña e de Amandina Gricélia da Costa de Aquines.
Cursou o Primeiro Grau na Escola Estadual Professor Chaves, na cidade de Santana do Livramento. Realizou o curso Técnico em Bioquímica/Zootecnia na Escola Estadual Júlio de Castilhos, na cidade de Porto Alegre.
Já aficionado pelas questões de defesa e segurança, ao ter que cumprir o serviço militar, optou pelo CPOR/PA, onde concluiu o curso de Oficial de Cavalaria da Reserva de 2ª Classe do Exército Brasileiro em 1984. Realizou o estágio de instrução no 4º Regimento de Carros de Combate, em Rosário do Sul em 1985.
O bom desempenho no curso e no estágio de instrução conduziram-no ao Estágio de Serviço no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas - Dragões da Independência, em Brasília. Em serviço externo, exerceu as funções de Comandante da Guarda nos Palácios do Planalto e da Alvorada. No Regimento, entre 1986 e 1987, foi Oficial de Munições, Oficial de Tiro, Comandante de Pelotão Hipomóvel, Comandante do Pelotão de Manutenção e integrou as equipes de Pólo e de Adestramento de Cavalos para Salto. Também neste período, realizou o Curso de Especialização em Armamento.
Participou da Ação Cívico Social no Estado de Tocantins e no sul de Goiás- Brasília/DF.
Concluiu com galhardia o serviço militar. Convidado, passou a integrar os quadros da empresa TRANSFORTESUL. Inicialmente como instrutor do Curso de Formação de Vigilantes, passou à Gerência Operacional, onde foi responsável pela disciplina do contingente. Foi responsável pela criação de um sistema VIP de Segurança, denominado TELEALARME. Era o projetista dos sistemas de alarme e monitoramento de bancos, indústrias e residências.
A dedicação e a competência levaram o jovem, agora já um entusiasta na área da Segurança em todas as suas especialidades, a aceitar convite da empresa PROSSEGUR, em 1991, para assumir funções de alta responsabilidade diante do incremento dos assaltos a banco. Nesta empresa, dada à condição de área específica e complexa da Segurança Privada, desempenhou inúmeros e importantes cargos.
Cursava o 8º semestre da Faculdade de Engenharia Elétrica , na PUC/RS ( Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).
Concluiu o Curso de Didática de Ensino para Técnicos em Telecomunicações, na PUC/RS, para ministrar aulas na FAT ( Fundo de Apoio ao Trabalhador).
Em ascensão numa brilhante carreira, Paulo Renato foi levado a um fatídico encontro no dia dezessete de outubro de 1998. Passageiro do ônibus da empresa Sentinela, depois de ajudar na empresa da família, dirigia-se a sua residência entre 21:30 e 22:00 h. Ardilosamente, facínoras ingressaram no coletivo e promoveram um assalto. Ante o pânico dos passageiros, Paulo Renato, que dedicou sua vida até então à preparação de pessoas para agirem na área da Segurança, interveio e conseguiu frustrar a investida.
No entanto, foi vítima de uma cilada. Ao capturar um dos assaltantes, foi covardemente baleado por um outro, vindo a falecer. Os autores, três adolescentes, foram identificados. Dois deles, um já falecera, foram apreendidos pela Polícia e receberam medidas sócio-educativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Nestes tempos, onde a Segurança Pública é tema de preocupação por causa do aumento de fatos delituosos, é de se louvar um jovem que tombou ao defender concidadãos.
A cidade não pode esquecer seus heróis.
Esta Casa, que abriga os representantes eleitos pelos munícipes, não poderia deixar de registrar o heróico feito do Ten. Costa, como era carinhosamente chamado pelos que o conheciam. Por isto, apresentamos o presente projeto de lei, onde propomos a denominação de um logradouro com o nome de TEN. COSTA, como preito de gratidão ao seu heróico ato.
Sala de Sessões, XX de maio de 2002.
Vereador Beto Moesch